“Discursos linguísticos e realidades nas salas de aulas” de João Rosa

«A força esmagadora do crioulo como meio de expressão a todos os níveis da sociedade cabo-verdiana não pode ser negada. No entanto, na esfera educativa essa força é restrita, pois, por motivos políticos, há a exigência de que os estudantes comuniquem apenas em português… a política de língua na esfera educativa parece favorecer muito as classes mais altas que normalmente têm acesso às experiências  estruturadas que requerem a utilização e a prática do português. Embora a política nacional pareça estar no caminho certo, com tentativas para  oficializar o crioulo cabo-verdiano… é pouco provável que essa oficilização … seja suficiente a longo prazo. A oficialização do crioulo não erradica imediatamente o reconhecimento sistémico e histórico da diferença de poder entre estas línguas, nem garantiria o ajuste social aos mandatos legais. Para ter efeitos a longo prazo, uma política de oficialização teria de ser acompanhada por uma vasta implementação de condições estruturais direccionadas para a valorização do estudo e do uso do crioulo em todos os campos sociais», p. 125.

Apresentação feita pelo Prof. Manuel Veiga.

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2 respostas a “Discursos linguísticos e realidades nas salas de aulas” de João Rosa

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